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Bate o pontopor Dimorvana Castro

Gestão e tecnologia

Trabalho em casa recua para 7,9% e CNPJ bate recorde, mostra IBGE

Pesquisa do IBGE sobre 2025 mostra menos gente trabalhando em casa, sindicalização estável em 8,8% e recorde de autônomos com CNPJ. Três tendências que mexem com ponto, contratos e relação sindical.

Por Redação Bate o ponto

· 3 min de leitura

Foto: Cadu Pinotti/Agência Brasil

Só 7,9% dos ocupados do setor privado trabalhavam em casa em 2025, abaixo do pico de 8,4% registrado em 2022, enquanto a proporção de autônomos com CNPJ chegou ao maior nível da série. Os dados são do módulo de Características Adicionais do Mercado de Trabalho da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua, divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em 23 de setembro de 2026. A pesquisa também mostra que a taxa de sindicalização ficou estável em 8,8%.

Onde as pessoas trabalham

Entre os 84,6 milhões de ocupados no setor privado, a maioria segue no endereço da própria empresa:

Local de trabalho (2025) Participação
Estabelecimento do próprio empreendimento 60,2%
Local designado pelo empregador ou cliente 13,8%
Fazenda, sítio ou chácara 8,4%
Domicílio (em casa) 7,9%
Veículo automotor 5,0%

O percentual de quem trabalha no próprio estabelecimento ainda está abaixo dos 62,7% de 2012, início da série.

Sindicalização estável

Em 2025, 8,8% dos ocupados (9,1 milhões de pessoas) eram associados a sindicato, ante 8,9% em 2024 e 16,1% em 2012. Entre os empregados do setor privado com carteira assinada, a taxa é de 11,3%; no setor público, 18,4%. Sem carteira, cai para 3,3%, e entre trabalhadores domésticos, para 2,8%. Por região, o Sul lidera (9,7%) e o Norte tem a menor taxa (7,0%).

Recorde de CNPJ

Empregadores e trabalhadores por conta própria somaram 30,6 milhões de pessoas, e 35,0% deles tinham CNPJ, o maior patamar desde 2012 (24,0%). Entre os trabalhadores por conta própria, a fatia com CNPJ saltou de 15,0% em 2012 para 27,1% em 2025. Segundo o IBGE, “pela primeira vez na série histórica, mais da metade (50,8%) dos trabalhadores por conta própria com nível superior tinham registro formal”.

O nível de ocupação também foi recorde: 59,1%, com 103,0 milhões de pessoas ocupadas.

Fontes

IBGETeletrabalhoSindicalizaçãoMercado de trabalho

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